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CRISE NÃO É BIRRA! VOCÊ SABE A DIFERENÇA?


Birra ou Crise? Parece igual, mas cuidado... Nem tudo que parece é!

Crise, um ponto
muito além da birra!


Crise  e birra podem parecer a mesma coisa,  mas se você tem um filho autista, precisa entender que existe diferença.
Você sabe definir quando seu filho está em crise, e quando é apenas manha ou birra infantil?
Ter um olhar crítico sobre este tipo de situação ajudará você a encontrar o ponto de equilíbrio para um relacionamento familiar mais harmonioso com a sua criança.

Qual a diferença?

Birra:  Ação consciente da criança, na tentativa de manipular os outros a realizarem suas vontades.   Durante uma birra a criança está consciente daquilo que está fazendo.
Quando acontece a birra e a criança consegue aquilo que deseja, imediatamente tudo acaba e ela volta ao normal.
Crise:   Durante a crise a criança perde a noção de perigo e de limites.  Ela se agride e/ou agride outros, sem critério algum. É uma perda total de controle!
Durante a crise não se consegue a atenção dessa criança com nada!  Você pode dizer ou fazer o  que quiser,  que a criança não consegue te ouvir.  É como se ela desligasse, e um piloto automático entrasse em operação!
E diferente da birra, durante a crise, mesmo quando você faz aquilo que supõe ser o desejo da criança,  ela pode nem se dar conta, pois não tem controle do que realmente está acontecendo,  tudo que ela consegue entender é que algo a incomoda é que não sabe como se livrar do desconforto!
Geralmente a birra acontece por coisas que facilmente são identificadas; já a crise pode acontecer sem que se perceba um motivo aparente.  Mas é certo que a crise NUNCA acontece do nada!
Já tive situações de crise por conta de encarte de loja!  Passamos na porta de uma loja de materiais de construção, e como não tinha encarte naquele dia, na porta da loja, explicamos a Pedro Henrique que aquele dia não teríamos como pegar "o jornal", era assim que ele falava na época.
A princípio ele só fez carinha de choro,  mas seguiu o caminho.  Então resolvemos entrar num loja para comprar suco para ele.
Meu marido ficou perto do balcão e eu fui para o caixa pagar a bebida.  De repente meu filho soltou um urro e começou a esmurrar o balcão de vidro da loja?
Foi um custo para conter a criança!    Éramos dois adultos tentando conter uma criança de sete anos de idade.
A descarga de energia que ele viveu foi intensa, e quando tudo finalmente acabou parecia que ele havia tomado um banho,  de tão suado!

     Entendi,  mas o que fazer?

A princípio o ideal é dar atenção a coisas que podem desencadear a crise, que sempre tem relação com  desconforto e a inabilidade de expressar isso.  Ou seja: dor, fome, barulho,  quebra de rotina,  mudança de trajeto... Qualquer coisa que possa desestabilizar está criança.
No momento da crise o importante é que você mantenha seu controle,  pois você é o único ponto de equilíbrio com  o qual esta criança pode contar.   Esqueça as pessoas em volta e naquilo que elas possam pensar ou dizer;  e foque em quem realmente precisa de você!
Se perceber que a criança necessita de uma ação de auto regulação que não causará dano, permita que está criança tenha um tempo.
Por exemplo, no caso da loja, se deixasse ele esmurrar o balcão, o dano seria terrível para ele mesmo e a loja.  Mas quanto a gritar,  não causaria dano, então espermos que ele descarregasse aquela energia acumulada.
O importante é lembrar sempre que as pessoas que não convivem com nossa realidade autista, não tem noção real daquilo que vivênciamos todos os dias, por isso não se deixe atingir por comentários desagradáveis,  ou olhares reprovadores.

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