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DIAGNÓSTICO E LAUDO: VIA CRUCIS FAMILIAR!


TER UM DIAGNÓSTICO FECHADO E UM LAUDO EM MÃOS ABRE PORTAS IMPORTANTES.

Para a maioria das famílias esta é uma etapa desgastante, pois ter este documento em mãos é um ponto crucial para iniciar vários tratamentos na rede pública de saúde!

NECESSÁRIO MAS QUASE IMPOSSÍVEL


Por volta de um ano e meio, começamos a desconfiar que algo estava acontecendo com Pedro Henrique.  Não sabíamos o que era, embora eu tivesse uma suspeita, e isto nos fez ir em busca de ajuda.
A princípio fomos a uma Neuro pediatra, que ficou conosco dentro do consultório por muito tempo.  Não sei dizer exatamente quanto tempo, mais acho que foi mais de uma hora!
Durante toda a consulta, ela falava conosco, mas observava tudo o que ele fazia!
Ela procurou saber detalhes sobre minha gestação, sobre o histórico de nossas famílias, como foram os primeiros meses do bebê.
Esta é a anaminése, uma entrevista que geralmente é feita sempre no início de algum procedimento ou terapia, e tem como objetivo analisar detalhes que possam ajudar a entender melhor o que está acontecendo com a criança.
No final da consulta, a Doutora nos disse que Pedro Henrique tinha características de autismo, mas que não poderia fechar o laudo, para isso seria necessário realizar alguns exames e mais consultas.
O que ela faria naquele primeiro momento era nos dar um laudo interrogado, (este é como se fosse um laudo provisório, porque não é conclusivo, representa a suspeita do médico) para que tivéssemos um ponto de partida.
E assim foi feito.

Vivemos Cada Situação Neste Período...


Com o laudo interrogado em mãos, começamos a busca para entender melhor o que acontecia com nosso pequeno.
E este período foi angustiante!
Nós passamos por pelo menos cinco profissionais que nos deixaram mais preocupados ainda!
Houveram profissionais que ao entrarmos no consultório nem se quer olhavam para nosso filho, e chegavam a afirmar que estávamos sendo paranoicos;
Houveram aqueles com vinte minutos de consulta receitaram medicamento para TDAH, sendo que Pedro Henrique tem muita energia sim, mas quem o conhece sabe que Hiperatividade não é o caso dele...
Passamos por profissionais que se recusaram a atender se não realizássemos um procedimento para o qual o mesmo tinha conhecimento que pelo SUS, a fila de espera leva anos, para agendar...
Enfim... Foi uma verdadeira via cruzes!


Três Anos Avaliando, Sem Ter Uma Resposta Coerente 


E durante todo este tempo, nós estávamos tratando nosso filho com uma psicóloga da rede pública, que só sabia dizer que ele não tinha autismo!
Quando eu perguntava qual a posição dela, o que achava ou o que poderia dizer, a resposta era sempre a mesma;
"... ainda estamos avaliando..."
E quando eu pedia que ela me encaminhasse para um neuro ou psiquiatra, ela sempre se esquivava!
Nunca ajudava e dizia que só o que estava fazendo era suficiente para ajudar meu filho.
Mas como alguém que não sabia o que estava acontecendo poderia ajudar?
Não sabia ela que por conta própria, eu estava tentando encontrar ajuda adequada.
E nisso já estávamos com ele em tratamento a uns três anos!
Mas tudo nessa vida tem fim. Como diz o ditado: "Não há bem que dure ou mal que perdure!"
Nessa via cruzes, fomos encaminhados para um hospital público aqui no Rio de Janeiro, onde depois de todos estes anos, o diagnóstico de Pedro Henrique foi fechado.  E recebemos o laudo definitivo.
Mas foi necessário muita persistência para chegarmos até aqui!


Questionar e Analizar, Direito e Dever dos Pais e Responáveis


Tudo isso foi muito difícil para nossa família, porque para conseguir atendimento especializado, em muitos locais, só tendo o laudo em mãos...  Mas como se não havia ninguém para ajudar?
Eu questionava isso sempre que entravamos em um consultório e a negação do laudo era apresentada, então ouvia dos profissionais que é necessário cuidado para que se feche o diagnóstico de uma pessoa que tem autismo.
Mas como mãe, me dou o direito de questinar aqui no blog, da mesma forma que questionava nos consultórios por onde passamos!
Será que não existe um ponto de equilíbrio neste cuidado com emissão do laudo?
Afinal é comprovado que quanto mais cedo se oferece atendimento especializado, maior a chance do autista ter melhoria na qualidade de vida?

Só Tenho Á Agradecer a Deus!


Hoje as coisas estão mais tranquilas por aqui.
Com o diagnóstico fechado e o laudo em mãos, se tornou muito mais fácil abrir portas para se reinvindicar direitos que a lei garante a nossos filhos!
Tratamentos, medicação, mediação...
E são todos estes recursos juntos que ajudam a mudar a história dessas crianças!
Em tudo isso eu agradeço a Deus por nos dar forças, sabedoria, e persistência para não desistir.  Agradeço também por colocar em nosso caminho pessoas que, através de infomações, nos ajudaram a encontrar o caminho para ajudar nosso filho.

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